segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Em busca de uma identidade

Que tipo de professor ou profissional na área da educação quero ser? O tipo tradicional ou inovador? Mas o que é ser inovador? Estas perguntas podem estar presente na mente dos novos professores, ou na mente dos novos profissionais que atuaram na área das humanas, que gostariam de fazer algo diferente.
Em relação a ciências sociais penso em tipo de profissional vou ser. O resultado: mais do que em me preocupara em ensinar preciso entender a realidade na qual estou inserida, preciso conhecer quais as necessidades e que tipo de metodologia prática devo aplicar para chegar a um resultado: informar, ensinar e acima de tudo mostrar um caminho de resultados práticos e descomplicado para mim, você e outros membros da comunidade em que vivemos. 
Por isso, gostaria de compartilhar um pouco o meu dia a dia na instituição na qual trabalho como bolsista. Mas para entender melhor a minha atividade explico rapidamente o que é o Banco de Remédios e a SOS RIM. 
A SOS RIM associação de pacientes renais e portadores de doenças crônicas foi fundada com o proposito de amparar e dar assistência a pacientes que passaram por um transplante renal ou que estão em dialise e hemodialise. Atualmente a instituição atende mais de cem pessoas diariamente, seja paciente da capital, região metropolitana e outros municípios do estado e de outros estados. Também presta serviços de orientação sobre direitos sociais, Banca Jurídica e Assistência Social, e auxilio de medicamentos, através do projeto denominado Banco de Remédios, no qual sou colaboradora e coordenadora. O Banco de Remédios visa a captação de medicamentos que podem ser reutilizado e distribuído para pessoas que não possui condições de adquiri-lo ou que encontram dificuldades em obter nos postos de saúde. Em outras palavras, este projeto discute a questão do acesso a medicação e a saúde, bem como a questão do desperdício de medicamento muitas vezes com um alto custo. A final quem nunca comprou um medicamento e só utilizou apenas sete comprimidos de uma cartela de trinta comprimidos? Ou que não se adaptou ao medicamento e por isso deixou de consumi-lo estando este no fundo da gaveta? Estas medicações possui um destino sim, e este destino está em ajudar outras pessoas. Este é o meu papel, esta é a minha identidade, está é a profissional que está sendo formado. Na minha narrativa afirmei que " aqui ( SOS RIM) o meu curso etá fazendo sentido, pois estou tendo a oportunidade de praticar e desenvolver o trabalho de sociologia de maneira pratica". 
Mas cabe lembrar que a busca da minha identidade ainda não está completa, ou seja ainda possuo um longo caminho. Também quero salientar que uma parte desta identidade está se desenvolvendo, isto é, a parte que necessita de uma conhecimento da minha própria realidade, da minha formação e trajetória pessoal e profissional. Ainda falta descobrir a identidade docente, o meu lado professor, que segundo o texto da autora Célia Maria Fernandes Nunes: " constrói e reconstrói seus conhecimentos(...), suas experiencias, seus percursos formativos e profissionais". A identidade para ser construída surgi da ação social ou papel social no qual o individuo está inserido. Estamos sempre em metamorfoses    
       

2 comentários:

  1. Olá Janifer,
    que bonito e importante trabalho desenvolves! Parabéns. E como disseste, é um caminho, uma trajetória que se constrói e reconstrói com o passar do tempo, a cada nova experiência. A identidade docente e profissional não se baseia somente na teoria, mas se consolida na prática de sua vivência.
    Nos falamos.

    Abraços, Anelise.

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  2. Oi querida,

    passei por aqui esperando encontrar novas postagens. Me coloco à disposição caso estejas com alguma dificuldade.
    Um carinhoso abraço e até breve!

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